segunda-feira, 21 de março de 2011

O dia em que a minha toalha quebrou

Todo mundo que está há alguns anos no Escotismo tem histórias interessantes pra contar. É o sênior que acampou três dias com a mesma roupa sem tomar banho, o escoteiro que colocou açúcar na carne e sal no suco, a patrulha que se perdeu por horas durante um acampamento, a viagem em que um sênior pescou um peixe com a mão em um barco em movimento... Quantas risadas em fogos de conselho, machucados, galos e pés torcidos em jogos noturnos, amizades que duram para o resto da vida. É tanta história interessante, tantos momentos incríveis que daria para encher um HD externo de um terabyte (tinha pensado em escrever tantos momentos incríveis que daria para escrever um livro, mas o chefe aqui precisa se modernizar, né?).

Então vamos lá. A história mais interessante da minha vida escoteira aconteceu durante a VII Aventura Sênior Nacional, no Parque Nacional de Itatiaia, em 1990 (Ok, podem me chamar de velho). Foi o acampamento mais inesquecível da minha vida, o lugar era incrível e as atividades foram tudo que o garoto de 15 anos que eu era poderia desejar: trekking na montanha, jornada na mata, um monte de gente nova pra conhecer.

O frio era de lascar. Chegamos a pegar sete graus negativos durante a noite. Quando levantávamos de manhã, a grama estava toda coberta de gelo. Um dia fui lavar a escova de dentes na água do córrego – que acabara de descongelar – e depois não consegui abrir a mão, precisaram fazer bem uns cinco minutos de massagem para eu recuperar os movimentos.

A comida do acampamento era toda desidratada. Ela também era horrível, mas não vamos falar disso. Uma noite, estávamos de saco cheio de esperar a água ferver no fogareirozinho de uma boca, quase congelando no frio, e decidimos terminar o trabalho dentro da barraca. Alguém (não fui eu, juro!) derrubou a água e molhou todo o plástico do piso. Enxuguei com minha toalha de rosto e coloquei para secar em cima da barraca. No dia seguinte, quando acordei, a toalha estava dura, parecia um pedaço de pau. Joguei no chão e ELA QUEBROU, igual a um copo de vidro.

Ok, agora vocês devem estar pensado: “Chefe, véi, isso é muuuuuuuuuuuito mentira!!!!!!!! Tem vídeo no YouTube? Foto no Flickr e no Picasa? Você tuitou e seus amigos retuitaram? Houve cobertura em tempo real do GEMA às Claras?”. Não, mas tenho testemunhas. Chefe Alessandra e o Dedé também estiveram lá. É tão verdade quanto a história de pescador do primeiro parágrafo, aquela do sênior – o Edson, quem lembra dele? – que pescou o peixe com a mão no barco em movimento.

Mande suas histórias!!!!!

Chefe Alessandro – Tropa Sênior

5 comentários:

  1. Este texto do Alê inaugura uma série de histórias de escoteiros. Para participar, basta enviar um email para iara.vidal73@gmail.com. Espero as histórias de todos os amigos que passaram pelo GEMA.
    SAPS.

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  2. Vou preparar algumas histórias... já tenho duas em mente, a da patrulha que usou gesso em vez de farinha de trigo e fingiu que o rango estava delicioso pra não perder pontos e a do escoteiro que fugiu do acampamento porque se cansou daquilo...

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  3. Parabéns pelo blog e pela excelente relato do Chefe Alessandro!

    Estou ansioso para ler mais histórias do GEMA... e depois conto umas pérolas minhas de tropas da Inglaterra e também do Ceará.

    G.

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  4. olá, vivo o GEMA desde pequenino, quando eu e o Grupo éramos jovens, em 1979, na sua inauguração, e histórias é que não me faltam como membro juvenil e chefe mais tarde. Para quem envio? Meu sempre alerta. Enrico Favilla

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  5. Enrico, envie suas histórias para iara.vidal73@gmail.com

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